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Resina Composta: Tudo o que precisa saber

7 minutos para ler

Sem dúvida, um dos casos mais comuns e recorrentes na área da odontologia é a restauração dental, por isso, a resina composta se tornou um dos materiais mais essenciais e mais utilizados nesse procedimento!

Seja para preencher cavidades formadas em decorrência das cáries, para diminuir as imperfeições do esmalte dentário ou, simplesmente, mudar a forma dos dentes, a restauração dental é um dos temas que a maioria dos estudantes de odontologia se depara durante as provas e residências.

Portanto, caso você seja um estudante de odontologia ou um profissional que queira aprofundar um pouco mais o seu conhecimento a respeito da resina composta, não deixe de ler esse conteúdo!

O que é resina composta?

Se você é um estudante de odontologia, então, é provável que já tenha ouvido falar sobre a famosa resina composta.

Isso porque, esse material tornou-se um dos mais utilizados na odontologia em situações onde é necessária a restauração dental – tanto estética, quanto funcionalmente.

As resinas compostas são consideradas por muitos indivíduos como um dos maiores avanços da área da odontologia e da restauração dental. No entanto, o seu uso não é tão recente assim, como a maioria das pessoas costumam imaginar.

Na realidade, a resina composta começou a ser utilizada com essa finalidade de restaurar os dentes em meados de 1950,a partir de então, diversas pesquisas, estudos e avanços foram feitos para que essa prática pudesse ser cada vez mais aprimorada e utilizada.

Assim sendo, conforme o passar do tempo, uma série de diferentes tipos de resina foram gradativamente surgindo.

Cada uma possuindo as suas respectivas características e funções, até obtermos diversos tipos de resinas compostas atualmente, que possuem determinadas finalidades e funções de acordo com cada situação.

Do que é feito a resina composta?

Bem, basicamente, a resina composta é feita a partir de materiais poliméricos, que por sua vez, são constituídos por três elementos essenciais. Incluindo:

Matriz orgânica

O primeiro elemento é uma espécie de matriz orgânica, que é uma estrutura biológica e amorfa. A matriz orgânica é o elemento considerado responsável por garantir maior estabilidade e rigidez às resinas compostas.

Carga inorgânica

Em seguida temos uma carga inorgânica, reforçada por partículas de minerais, podendo ser partículas de carga, cristais como quartzo ou, até mesmo, dispersão de vidros.

A carga inorgânica possui o objetivo de aprimorar a resistência à compressão da resina.

Agentes de união

Por último, mas não menos importante, temos o elemento conhecido como agentes de união. Ou seja, é o responsável por unir todos os outros materiais juntos, já que a matriz orgânica e a carga inorgânica são feitas a partir de materiais completamente diferentes.

Na maioria dos casos, o silano é o elemento utilizado para isso.

Pois, é considerado como uma espécie de molécula bifuncional que possui a capacidade de promover a união química entre os elementos orgânicos e inorgânicos.

Propriedades da resina composta

Existem diversos fatores que tornaram a resina composta popular em virtude de suas propriedades estéticas e funcionais, por este motivo, ela é recomendada para, basicamente, todas as restaurações dentais, substituindo outros materiais.

Isso porque, quando expostas à polimerização pela primeira vez, as resinas compostas tornam-se bem firmes, de modo que não se desgastam e nem se deterioram com o tempo., mantendo uma estabilidade de cor satisfatória.

Mas, além disso, as resinas compostas também apresentam um acabamento que se aproxima da aparência natural dos dentes, diferentemente de outros tipos de materiais.

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Conheça a classificação da resina composta

Bem, as resinas compostas possuem diversos tipos diferentes, e podem ser classificadas de acordo com as suas características e especificações.

Assim sendo, é trabalho do dentista saber distinguir todas as resinas e utilizá-las de acordo com cada caso específico, com o objetivo de reproduzir as características do dente do paciente de uma forma mais precisa e obter resultados satisfatórios.

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Classificação por grau de viscosidade

O principal meio para se classificar uma resina composta é através do seu grau de viscosidade.

Baixa viscosidade – também conhecidas como fluidas ou “flow”, esse tipo de resina apresenta baixa viscosidade.

Sendo as mais comuns e, geralmente, indicadas para regiões de difícil acesso, por espalharem mais rápido e sem aprisionar bolhas.

Média viscosidade – são consideradas as resinas compostas convencionais, sendo indicadas para situações mais comuns e são fáceis de manipular.

Alta viscosidade – também conhecidas como condensáveis ou compactáveis, essas resinas são mais rígidas do que as outras duas e tem boa aderência.

No entanto, possui maior rugosidade e é considerada difícil de manipular, geralmente, é indicada para os dentes posteriores.

Classificação por tamanho das partículas

As resinas compostas também podem ser classificadas pelo tamanho das partículas inorgânicas que compõem o seu material. Desse modo, cada tipo específico terá aspectos diferentes em relação à resistência e lisura da superfície.

Macroparticulada – esse foi o primeiro tipo de resina a ser criada e, atualmente, não é mais utilizada durante restaurações. No entanto, apesar de estar em desuso, ainda é mencionada por motivos didáticos.

E, esse tipo possui resistência média, todavia, também apresenta superfície ásperas devido a dificuldades de polimento, alto grau de desintegração e susceptibilidade à manchas.

Micro particuladas – esse tipo possui um tamanho menor das partículas da sílica coloidal.

Por esse motivo, apresentam maior lisura da superfície devido a facilidade de polimento da resina, ao passo que possuem baixa compreensão e pouca resistência mecânica.

Híbridas – as híbridas misturam dois tipos de partículas, sílica coloidal e partículas de vidro, e surgiram como um meio de obter uma melhor resistência e também uma boa lisura.

Desse modo, apresentam uma ótima lisura superficial e altas propriedades mecânicas. Além disso, podem ser usadas em dentes anteriores e posteriores.

Nanoparticuladas – esse tipo possui menos matriz orgânica e mais carga inorgânica, assim sendo, podem apresentar mais resistência e lisura, ou seja, possuem alta propriedade mecânica e um melhor polimento.

Classificação por ativação

Além disso, há uma outra possível classificação para as resinas compostas.

Pois, para que as resinas compostas se ativem e endureçam, é essencial que passem por um procedimento de polimerização. Existem dois tipos, as quimicamente ativas e as fotoativadas. A escolha dependerá de cada situação e caso específico.

Fotoativadas – as resinas compostas fotoativadas, geralmente, são ativadas por meio de uma luz visível, permitindo melhor o controle sobre o tempo e trabalho e também o uso de diferentes cores.

Quimicamente ativadas – esse tipo é ativado por meio de dois elementos que reagem entre si ao serem misturados, dando assim o início do processo de autopolimerização.

Classificação por Fotoativação

Conclusão

Sem dúvida, a resina composta tornou-se um dos materiais mais utilizados durante os procedimentos de restauração dental. Isso porque, esse material apresenta diversos benefícios, incluindo maior resistência e aparência próxima dos dentes naturais, ao contrário de outros materiais.

Desse modo, caso você seja um estudante de odontologia, é importante que saiba quais são as classificações das resinas compostas e como utilizá-las corretamente, para que se obtenha bons resultados futuramente.

Sendo assim, não esqueça de continuar estudando sobre cada resina composta e os seus tipos, propriedades e especificações para utilizar aquela que mais se enquadra dentro de cada situação específica, pois, nem todas as necessidades são iguais, não é mesmo?

Por fim, você ainda possui alguma dúvida em relação ao conteúdo desse artigo? Gostaria de acrescentar mais alguma informação? Então, não esqueça de deixar o seu comentário!

Resina Composta: Tudo o que precisa saber

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